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IDGM-Foz · método idgm-foz-2026-v1

Índice de Gestão Municipal

Nota de 0 a 1 para a gestão fiscal de cada prefeitura, calculada com as fórmulas do Índice Firjan de Gestão Fiscal: autonomia, gastos com pessoal, liquidez e investimentos. Dado ausente aparece como sem_dado e fica fora da média; com menos de 3 dos 4 indicadores, o índice é parcial e não recebe faixa. Veja o cálculo passo a passo ↓

Ano 2026 (parcial). Sem dado em todas as cidades: Liquidez. Pessoal: apenas Poder Executivo. Calculado em 28/10/2026.

2026 (parcial) 2025

Balneário Piçarras

Excelência
0,93
autonomia 1,00
gastos com pessoal 1,00
liquidez sem_dado
investimentos 0,78

Itajaí

Boa gestão
0,77
autonomia 1,00
gastos com pessoal 1,00
liquidez sem_dado
investimentos 0,32

Camboriú

Boa gestão
0,77
autonomia 1,00
gastos com pessoal 1,00
liquidez sem_dado
investimentos 0,30

Balneário Camboriú

Boa gestão
0,75
autonomia 1,00
gastos com pessoal 0,78
liquidez sem_dado
investimentos 0,46

Navegantes

Boa gestão
0,71
autonomia 1,00
gastos com pessoal 0,74
liquidez sem_dado
investimentos 0,39

Penha

Em dificuldade
0,55
autonomia 0,69
gastos com pessoal 0,62
liquidez sem_dado
investimentos 0,33
Anexo metodológico público · versão idgm-foz-2026-v1

Como o IDGM-Foz é calculado, passo a passo

O índice segue a metodologia do Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF, edição 2025), adaptada para os municípios da Foz do Rio Itajaí-Açu. Toda conta descrita aqui é exatamente a que o sistema executa — a versão do método fica gravada junto com cada resultado, então um número publicado nunca muda de significado depois.

📏 Régua fixa, não competição

A nota compara cada cidade com limiares absolutos (critério-referenciados), não com as vizinhas. Com apenas 6 municípios, uma comparação relativa distorceria o resultado: alguém sempre seria "o pior" mesmo que todos estivessem bem. Aqui, todas as cidades podem tirar nota alta — ou baixa — ao mesmo tempo.

🚫 Sem dado não vira nota

Quando a fonte oficial não publicou o número, o indicador aparece como sem_dado e fica fora da média — não recebe zero nem nota média. Falta de transparência é registrada como falta de dado, nunca disfarçada de avaliação.

🧾 Fonte única e auditável

Todos os valores vêm do SICONFI (Tesouro Nacional), o sistema onde as próprias prefeituras declaram suas contas por obrigação legal. Qualquer pessoa pode conferir os números brutos no site do Tesouro.

🏛️ 1. Autonomia

A cidade consegue se sustentar com a economia local?
Índice = (receitas da atividade econômica local − custo da estrutura administrativa) ÷ Receita Corrente Líquida

Receitas da atividade econômica local: impostos municipais, contribuições, receitas patrimoniais, agropecuárias, industriais e de serviços. Custo da estrutura: despesas nas funções Administração, Legislativa, Judiciária e Essencial à Justiça.

Régua da nota (0 a 1): Índice ≥ 25% → nota 1,00 · entre 0% e 25% → nota proporcional (índice ÷ 25%) · índice negativo → nota 0,00
Fonte (SICONFI): RREO Anexo 01 (receita arrecadada por categoria), RREO Anexo 02 (despesa liquidada por função) e RGF Anexo 01 (RCL ajustada).

Como ler: Nota 1 significa que a economia local paga toda a máquina administrativa e ainda sobra o equivalente a 25% da receita corrente. Nota 0 significa que a arrecadação própria não cobre nem o custo da própria estrutura — a cidade depende de repasses.

👥 2. Gastos com Pessoal

Quanto da receita está comprometido com a folha de salários?
Índice = despesa com pessoal do Poder Executivo (RGF, 12 meses) ÷ Receita Corrente Líquida ajustada — Legislativo não entra
Régua da nota (0 a 1): Índice ≤ 45% → nota 1,00 · entre 45% e 60% → decai em linha reta: 1 − (índice − 45%) ÷ 15% · acima de 60% (teto da LRF) → nota 0,00
Fonte (SICONFI): RGF Anexo 01, conta DespesaComPessoalTotal, coluna "% sobre a RCL Ajustada" (Poder Executivo).

Como ler: Quanto mais comprometida a receita com salários, menos sobra para investir e prestar serviços. A régua usa 60% como teto de referência; o limite legal do Executivo é 54%.

💧 3. Liquidez

A prefeitura deixa dinheiro em caixa para as contas que empurrou para o ano seguinte?
Índice = disponibilidade de caixa líquida, depois de inscrever os restos a pagar do ano ÷ Receita Corrente Líquida ajustada

Restos a pagar são despesas empenhadas e não pagas dentro do ano — a "fatura do cartão" que fica para o exercício seguinte. O valor já vem descontado pelo próprio demonstrativo: caixa bruta − restos a pagar de anos anteriores − demais obrigações − restos a pagar empenhados e não liquidados do ano. Mesmo quadrimestre da RCL (Poder Executivo, todos os recursos).

Régua da nota (0 a 1): Índice ≥ 25% → nota 1,00 · entre 0% e 25% → nota 0,40 + 0,60 × (índice ÷ 25%) · índice negativo → nota 0,00
Fonte (SICONFI): RGF Anexo 05, conta DisponibilidadeDeCaixaLiquidaAposRP, linha "TOTAL (IV)"; RCL: RGF Anexo 01, conta ReceitaCorrenteLiquidaAjustada.

Como ler: Nota 1 significa caixa livre de pelo menos 25% da receita corrente depois de todas as contas a pagar; caixa livre zero ou negativo dá nota 0. Valor fora de −300% a +300% da RCL é descartado como sem_dado.

🏗️ 4. Investimentos

Quanto da receita vira obra, equipamento e melhoria permanente?
Índice = (investimentos + inversões financeiras) ÷ receita total

Despesa liquidada até o último bimestre do período (4º/6º bimestre equivalem aos quadrimestres 2 e 3) sobre a receita arrecadada no mesmo período, incluindo intra-orçamentárias.

Régua da nota (0 a 1): Índice ≥ 12% → nota 1,00 · abaixo disso → nota proporcional (índice ÷ 12%)
Fonte (SICONFI): RREO Anexo 01 (Balanço Orçamentário): contas Investimentos e InversoesFinanceiras, coluna "Despesas liquidadas até o bimestre (h)"; receita: conta SubtotalDasReceitas, coluna "Até o Bimestre (c)".

Como ler: Limiar de 12% da metodologia FIRJAN. Quanto mais da receita vira obra e equipamento, maior a nota. Atenção: o IFGF da FIRJAN divide por RCL; aqui a base é a receita total, como descrito acima.

🧮 A nota final

A nota final é a média aritmética simples dos indicadores que têm dado válido — pesos iguais, sem ponderação escondida. Indicador marcado como sem_dado fica de fora do numerador e do denominador, e a página informa exatamente o que ficou ausente.

Exemplo real de leitura: autonomia 0,80 · pessoal 0,55 · investimentos 0,30 · liquidez sem_dado
Nota final = (0,80 + 0,55 + 0,30) ÷ 3 = 0,55 → faixa "Em dificuldade"

🎯 As quatro faixas

As faixas são as mesmas do IFGF, para permitir comparação com qualquer município do Brasil avaliado pela FIRJAN:

0,8 a 1,0 — Excelência
0,6 a 0,8 — Boa gestão
0,4 a 0,6 — Em dificuldade
0,0 a 0,4 — Crítico

⚠️ Limitações declaradas desta versão (v1)

(1) A versão atual cobre apenas a dimensão Gestão Fiscal; dimensões de desenvolvimento (saúde, educação, emprego) têm notas próprias em outras páginas do Observatório e não entram neste índice. (2) Indicador sem dado publicado no SICONFI aparece como sem_dado; com menos de 3 dos 4 indicadores o índice é parcial e não recebe faixa. Liquidez inclui recursos vinculados e do RPPS, como no demonstrativo oficial. (3) No indicador de Autonomia, usamos a receita arrecadada e a despesa liquidada do período mais recente publicado — se a prefeitura atrasa a publicação, o índice reflete o último dado disponível. Referência metodológica: FIRJAN, IFGF — Anexo Metodológico, edição 2025 (firjan.com.br/ifgf/metodologia), consultado em junho de 2026.

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