Índice de Gestão Municipal
Nota de 0 a 1 para a gestão fiscal de cada prefeitura, calculada com as fórmulas do Índice Firjan de Gestão Fiscal: autonomia, gastos com pessoal, liquidez e investimentos. Dado ausente aparece como sem_dado e fica fora da média. Veja o cálculo passo a passo ↓
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Como o IDGM-Foz é calculado, passo a passo
O índice segue a metodologia do Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF, edição 2025), adaptada para os municípios da Foz do Rio Itajaí-Açu. Toda conta descrita aqui é exatamente a que o sistema executa — a versão do método fica gravada junto com cada resultado, então um número publicado nunca muda de significado depois.
📏 Régua fixa, não competição
A nota compara cada cidade com limiares absolutos (critério-referenciados), não com as vizinhas. Com apenas 6 municípios, uma comparação relativa distorceria o resultado: alguém sempre seria "o pior" mesmo que todos estivessem bem. Aqui, todas as cidades podem tirar nota alta — ou baixa — ao mesmo tempo.
🚫 Sem dado não vira nota
Quando a fonte oficial não publicou o número, o indicador aparece como sem_dado e fica fora da média — não recebe zero nem nota média. Falta de transparência é registrada como falta de dado, nunca disfarçada de avaliação.
🧾 Fonte única e auditável
Todos os valores vêm do SICONFI (Tesouro Nacional), o sistema onde as próprias prefeituras declaram suas contas por obrigação legal. Qualquer pessoa pode conferir os números brutos no site do Tesouro.
🏛️ 1. Autonomia
A cidade consegue se sustentar com a economia local?Receitas da atividade econômica local: impostos municipais, contribuições, receitas patrimoniais, agropecuárias, industriais e de serviços. Custo da estrutura: despesas nas funções Administração, Legislativa, Judiciária e Essencial à Justiça.
Como ler: Nota 1 significa que a economia local paga toda a máquina administrativa e ainda sobra o equivalente a 25% da receita corrente. Nota 0 significa que a arrecadação própria não cobre nem o custo da própria estrutura — a cidade depende de repasses.
👥 2. Gastos com Pessoal
Quanto da receita está comprometido com a folha de salários?Como ler: Quanto mais comprometida a receita com salários, menos sobra para investir e prestar serviços. O teto de 60% é o limite legal da LRF; ultrapassá-lo zera a nota.
💧 3. Liquidez
A prefeitura deixa dinheiro em caixa para as contas que empurrou para o ano seguinte?Restos a pagar são despesas empenhadas e não pagas dentro do ano — a "fatura do cartão" que fica para o exercício seguinte.
Como ler: Neste momento este indicador aparece como sem_dado para todas as cidades: o dado de caixa e restos a pagar ainda não está disponível de forma confiável na nossa base. Seguindo a regra do índice, ele fica fora da média — preferimos admitir a lacuna a inventar número.
🏗️ 4. Investimentos
Quanto da receita vira obra, equipamento e melhoria permanente?Como ler: O limiar de 12% vem da metodologia FIRJAN: é a marca de referência de um município que investe de forma consistente. Gastar tudo em custeio e nada em investimento leva a nota para perto de 0.
🧮 A nota final
A nota final é a média aritmética simples dos indicadores que têm dado válido — pesos iguais, sem ponderação escondida. Indicador marcado como sem_dado fica de fora do numerador e do denominador, e a página informa exatamente o que ficou ausente.
Nota final = (0,80 + 0,55 + 0,30) ÷ 3 = 0,55 → faixa "Em dificuldade"
🎯 As quatro faixas
As faixas são as mesmas do IFGF, para permitir comparação com qualquer município do Brasil avaliado pela FIRJAN:
⚠️ Limitações declaradas desta versão (v1)
(1) A versão atual cobre apenas a dimensão Gestão Fiscal; dimensões de desenvolvimento (saúde, educação, emprego) têm notas próprias em outras páginas do Observatório e não entram neste índice. (2) O indicador de Liquidez está sem fonte de dado confiável e aparece como sem_dado. (3) No indicador de Autonomia, usamos a receita arrecadada e a despesa liquidada do período mais recente publicado — se a prefeitura atrasa a publicação, o índice reflete o último dado disponível. Referência metodológica: FIRJAN, IFGF — Anexo Metodológico, edição 2025 (firjan.com.br/ifgf/metodologia), consultado em junho de 2026.