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IDGM-Foz · método idgm-foz-2026-v1

Índice de Gestão Municipal

Nota de 0 a 1 para a gestão fiscal de cada prefeitura, calculada com as fórmulas do Índice Firjan de Gestão Fiscal: autonomia, gastos com pessoal, liquidez e investimentos. Dado ausente aparece como sem_dado e fica fora da média; com menos de 3 dos 4 indicadores, o índice é parcial e não recebe faixa. Veja o cálculo passo a passo ↓

Ano 2025. Pessoal: apenas Poder Executivo. Calculado em 28/10/2026.

2026 (parcial) 2025

Camboriú

Excelência
0,97
autonomia 1,00
gastos com pessoal 1,00
liquidez 1,00
investimentos 0,86

Balneário Piçarras

Excelência
0,88
autonomia 1,00
gastos com pessoal 1,00
liquidez 0,94
investimentos 0,58

Balneário Camboriú

Excelência
0,81
autonomia 1,00
gastos com pessoal 0,80
liquidez 1,00
investimentos 0,43

Itajaí

Boa gestão
0,78
autonomia 1,00
gastos com pessoal 1,00
liquidez 0,87
investimentos 0,27

Navegantes

Boa gestão
0,76
autonomia 1,00
gastos com pessoal 0,81
liquidez 0,77
investimentos 0,47

Penha

Boa gestão
0,69
autonomia 0,93
gastos com pessoal 0,87
liquidez 0,69
investimentos 0,25
Anexo metodológico público · versão idgm-foz-2026-v1

Como o IDGM-Foz é calculado, passo a passo

O índice segue a metodologia do Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF, edição 2025), adaptada para os municípios da Foz do Rio Itajaí-Açu. Toda conta descrita aqui é exatamente a que o sistema executa — a versão do método fica gravada junto com cada resultado, então um número publicado nunca muda de significado depois.

📏 Régua fixa, não competição

A nota compara cada cidade com limiares absolutos (critério-referenciados), não com as vizinhas. Com apenas 6 municípios, uma comparação relativa distorceria o resultado: alguém sempre seria "o pior" mesmo que todos estivessem bem. Aqui, todas as cidades podem tirar nota alta — ou baixa — ao mesmo tempo.

🚫 Sem dado não vira nota

Quando a fonte oficial não publicou o número, o indicador aparece como sem_dado e fica fora da média — não recebe zero nem nota média. Falta de transparência é registrada como falta de dado, nunca disfarçada de avaliação.

🧾 Fonte única e auditável

Todos os valores vêm do SICONFI (Tesouro Nacional), o sistema onde as próprias prefeituras declaram suas contas por obrigação legal. Qualquer pessoa pode conferir os números brutos no site do Tesouro.

🏛️ 1. Autonomia

A cidade consegue se sustentar com a economia local?
Índice = (receitas da atividade econômica local − custo da estrutura administrativa) ÷ Receita Corrente Líquida

Receitas da atividade econômica local: impostos municipais, contribuições, receitas patrimoniais, agropecuárias, industriais e de serviços. Custo da estrutura: despesas nas funções Administração, Legislativa, Judiciária e Essencial à Justiça.

Régua da nota (0 a 1): Índice ≥ 25% → nota 1,00 · entre 0% e 25% → nota proporcional (índice ÷ 25%) · índice negativo → nota 0,00
Fonte (SICONFI): RREO Anexo 01 (receita arrecadada por categoria), RREO Anexo 02 (despesa liquidada por função) e RGF Anexo 01 (RCL ajustada).

Como ler: Nota 1 significa que a economia local paga toda a máquina administrativa e ainda sobra o equivalente a 25% da receita corrente. Nota 0 significa que a arrecadação própria não cobre nem o custo da própria estrutura — a cidade depende de repasses.

👥 2. Gastos com Pessoal

Quanto da receita está comprometido com a folha de salários?
Índice = despesa com pessoal do Poder Executivo (RGF, 12 meses) ÷ Receita Corrente Líquida ajustada — Legislativo não entra
Régua da nota (0 a 1): Índice ≤ 45% → nota 1,00 · entre 45% e 60% → decai em linha reta: 1 − (índice − 45%) ÷ 15% · acima de 60% (teto da LRF) → nota 0,00
Fonte (SICONFI): RGF Anexo 01, conta DespesaComPessoalTotal, coluna "% sobre a RCL Ajustada" (Poder Executivo).

Como ler: Quanto mais comprometida a receita com salários, menos sobra para investir e prestar serviços. A régua usa 60% como teto de referência; o limite legal do Executivo é 54%.

💧 3. Liquidez

A prefeitura deixa dinheiro em caixa para as contas que empurrou para o ano seguinte?
Índice = disponibilidade de caixa líquida, depois de inscrever os restos a pagar do ano ÷ Receita Corrente Líquida ajustada

Restos a pagar são despesas empenhadas e não pagas dentro do ano — a "fatura do cartão" que fica para o exercício seguinte. O valor já vem descontado pelo próprio demonstrativo: caixa bruta − restos a pagar de anos anteriores − demais obrigações − restos a pagar empenhados e não liquidados do ano. Mesmo quadrimestre da RCL (Poder Executivo, todos os recursos).

Régua da nota (0 a 1): Índice ≥ 25% → nota 1,00 · entre 0% e 25% → nota 0,40 + 0,60 × (índice ÷ 25%) · índice negativo → nota 0,00
Fonte (SICONFI): RGF Anexo 05, conta DisponibilidadeDeCaixaLiquidaAposRP, linha "TOTAL (IV)"; RCL: RGF Anexo 01, conta ReceitaCorrenteLiquidaAjustada.

Como ler: Nota 1 significa caixa livre de pelo menos 25% da receita corrente depois de todas as contas a pagar; caixa livre zero ou negativo dá nota 0. Valor fora de −300% a +300% da RCL é descartado como sem_dado.

🏗️ 4. Investimentos

Quanto da receita vira obra, equipamento e melhoria permanente?
Índice = (investimentos + inversões financeiras) ÷ receita total

Despesa liquidada até o último bimestre do período (4º/6º bimestre equivalem aos quadrimestres 2 e 3) sobre a receita arrecadada no mesmo período, incluindo intra-orçamentárias.

Régua da nota (0 a 1): Índice ≥ 12% → nota 1,00 · abaixo disso → nota proporcional (índice ÷ 12%)
Fonte (SICONFI): RREO Anexo 01 (Balanço Orçamentário): contas Investimentos e InversoesFinanceiras, coluna "Despesas liquidadas até o bimestre (h)"; receita: conta SubtotalDasReceitas, coluna "Até o Bimestre (c)".

Como ler: Limiar de 12% da metodologia FIRJAN. Quanto mais da receita vira obra e equipamento, maior a nota. Atenção: o IFGF da FIRJAN divide por RCL; aqui a base é a receita total, como descrito acima.

🧮 A nota final

A nota final é a média aritmética simples dos indicadores que têm dado válido — pesos iguais, sem ponderação escondida. Indicador marcado como sem_dado fica de fora do numerador e do denominador, e a página informa exatamente o que ficou ausente.

Exemplo real de leitura: autonomia 0,80 · pessoal 0,55 · investimentos 0,30 · liquidez sem_dado
Nota final = (0,80 + 0,55 + 0,30) ÷ 3 = 0,55 → faixa "Em dificuldade"

🎯 As quatro faixas

As faixas são as mesmas do IFGF, para permitir comparação com qualquer município do Brasil avaliado pela FIRJAN:

0,8 a 1,0 — Excelência
0,6 a 0,8 — Boa gestão
0,4 a 0,6 — Em dificuldade
0,0 a 0,4 — Crítico

⚠️ Limitações declaradas desta versão (v1)

(1) A versão atual cobre apenas a dimensão Gestão Fiscal; dimensões de desenvolvimento (saúde, educação, emprego) têm notas próprias em outras páginas do Observatório e não entram neste índice. (2) Indicador sem dado publicado no SICONFI aparece como sem_dado; com menos de 3 dos 4 indicadores o índice é parcial e não recebe faixa. Liquidez inclui recursos vinculados e do RPPS, como no demonstrativo oficial. (3) No indicador de Autonomia, usamos a receita arrecadada e a despesa liquidada do período mais recente publicado — se a prefeitura atrasa a publicação, o índice reflete o último dado disponível. Referência metodológica: FIRJAN, IFGF — Anexo Metodológico, edição 2025 (firjan.com.br/ifgf/metodologia), consultado em junho de 2026.

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